dom, 26 de setembro de 2021

Aplateia Digital - 25/09/21

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Morning Call: mercados globais iniciam semana em alta mesmo após nova pressão regulatória na China

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Por Germano Rigotto

As ações asiáticas fecharam em alta, com exceção do índice Hang Seng em Hong Kong, afetado novamente pela onda de repressão regulatória da China. Já os futuros dos EUA e o recém aberto mercado europeu, operam positivos, à medida que o risco de uma recuperação mais lenta causada pela nova variante delta, parece cada dia mais reduzido.

O índice de empresas de tecnologia chinesa listadas em Hong Kong caiu, após a notícia de que as autoridades estão tentando desmembrar a Alipay, do Ant Group. Assim, o índice Ásia-Pacífico da MSCI recuou pela terceira vez nas últimas quatro sessões.

Entre as commodities, o petróleo Brent vai subindo para cerca de US $ 73 o barril e o alumínio opera em alta.

Os rendimentos do Tesouro americano reduziram o avanço à medida que os investidores seguem avaliando as pressões dos preços e seu impacto no provável cronograma para uma redução no estímulo do Federal Reserve. A divulgação dos preços ao consumidor nos EUA esta semana, deve reascender a discussão em torno do risco inflacionário e de sua duração.

A marcha contínua da Covid-19, mesmo com a aceleração do lançamento de vacinas, está minando a confiança na recuperação econômica e contribuindo para os problemas de abastecimento que estão alimentando esta inflação. Os principais bancos centrais também estão se aproximando da redução dos estímulos concedidos ao longo de toda a pandemia, o que ainda representa riscos para os mercados.

Enquanto isso, o plano de impostos e despesas de US $ 3,5 trilhões do presidente Joe Biden enfrenta desafios. O senador democrata Joe Manchin lançou dúvidas sobre o cronograma para levar a agenda econômica de Biden ao Congresso, e as alíquotas de impostos propostas podem ser atenuadas para aumentar as chances de o pacote ser aprovado.

Por aqui, convocados por grupos de centro-direita, manifestantes foram às ruas neste domingo, em 15 capitais, pedir o impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Mas a divisão da oposição ao governo acabou esvaziando os atos organizados pelo Movimento Brasil Livre (MBL), Vem Pra Rua (VPR) e Livres.

O número de pessoas que aderiu aos protestos foi bem menor do que o contabilizado nas manifestações de 7 de Setembro, quando o presidente ameaçou o Supremo Tribunal Federal e pregou desobediência a decisões judiciais.

O maior ato foi o da Avenida Paulista, em São Paulo. De acordo com estimativa da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, cerca de 6 mil pessoas compareceram à manifestação, ante 125 mil estimadas pela Polícia Militar no mesmo local no dia 7.

Foi o primeiro protesto pelo impeachment de Bolsonaro encabeçado por esses movimentos, que ganharam projeção durante a campanha pelo impedimento de Dilma Rousseff (PT) em 2016. A adesão foi além da direita, alcançou presidenciáveis do centro democrático em São Paulo, o PDT e centrais sindicais ligadas à esquerda. Principal partido de oposição, o PT ficou de fora, inspirado pelo mote original do protesto: “nem Lula, nem Bolsonaro”.