seg, 8 de março de 2021

Jornal 27.02 e 28.02.2021

Última Edição

O QUE VOCÊ PENSA SOBRE UM FILME?

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Alguns filmes são subestimados e outros são superestimados? Na minha opinião, não. Isso não existe. Ninguém, sequer o autor do filme, pode definir o que se caracteriza como subestimado ou superestimado, ao menos, eu não vejo como definir. Parece-me que quando há esse tipo de julgamento, aquela opinião é a única que importa e é a única verdadeira. Já trouxe, em outros textos, que não é assim. Afinal, como qualquer arte, o filme é uma experiência visual e sensitiva, em consequência disso, é uma experiência subjetiva e, por ser uma experiência subjetiva, pode ser totalmente diferente de pessoa para pessoa. Seu estado mental e de espírito influencia na experiência, percepção de mundo, conhecimento da linguagem, atenção aos detalhes, enfim. Toda a experiência que um filme traz, não merece esse tipo de julgamento, dessa forma, surge a pergunta: o que você pensa sobre um filme?

Bruce Almighty – Todo Poderoso – 2003 – Tom Shadyac

O filme, como arte, pode transmitir as mais variadas sensações e estar aberto a essas sensações pode enriquecer seu conhecimento e por conseguinte, fará com que você aprecie mais cada obra. Nas minhas pesquisas e estudos sobre o cinema, procuro rever algumas coisas, entender contexto histórico, saber como se formaram os movimentos, enfim. Eu sou aficionado por essa arte e isso já faz parte da minha vida, mas existe muito conteúdo “acessível” na Internet que traz muita coisa boa. Já disse outras vezes que o filme deve ser analisado pelo seu contexto geral e não seus elementos isolados, pois todos os elementos trabalham em conjunto para que o filme se torne a obra completa, porém a análise do elemento específico, como forma de entender esse equilíbrio, é perfeitamente possível. É natural, inclusive. Às vezes, não vejo o tempo passar lendo trechos de roteiros, atuações primordiais, trilhas sonoras impactantes, fotografias estonteantes, enfim.

The Wolf of Wall Street – O Lobo de Wall Street – 2013 – Martin Scorsese

Vou citar um exemplo que me parece pertinente. Leonardo DiCaprio é, sem dúvida alguma, um dos atores americanos mais prestigiados da Industria atualmente e, na Internet, há compilados de suas atuações nos mais diversos filmes, Ilha do Medo, O Aviador, O Regresso, Os Infiltrados, Diamante de Sangue, Titanic, Django Livre, e o melhor de todos: O Lobo de Wall Street. Cenas em que se percebe a dedicação e a qualidade do ator. Da mesma forma, cenas com Jim Carrey igualmente magníficas em filmes como: O Máscara, Ace Ventura, O Mundo de Andy, o Show de Thruman, Eu, eu Mesmo e Irene, Todo Poderoso, Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças e outras atuações. Eu quis trazer essa comparação porque são dois atores excepcionais, com trabalhos excelentes, mas com uma percepção de público diferente. Por conta de um ser ator de “drama” e outro de “comédia”, existe uma certa diferenciação sobre seus trabalhos, sendo que essa comparação é desnecessária, pois ambos exercem, para o filme, um trabalho excelente e que corrobora com o equilíbrio da linguagem apresentada.

The Wich – A Bruxa – 2015 – Robert Eggers
The Wich – A Bruxa – 2015 – Robert Eggers

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Gilberto Jasper Jornalista/gilbertojasper@gmail.com Admiro Mário Sergio Cortella. Ele se apresenta como filósofo, mas o considero o melhor cronista do cotidiano. O conteúdo das palestras são

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