ter, 9 de março de 2021

Jornal Online - 06 e 07.03.2021

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O CINEMA BRASILEIRO NA SUA MELHOR FORMA

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Deus e o Diabo na Terra do Sol – 1964 – Glauber Rocha

Por alguma razão, nós, brasileiros, não costumamos valorizar nossos próprios feitos. Por alguma razão ficamos valorizando a forma de ser de outros países e de outras culturas ao redor do mundo, mas não valorizamos a nossa. Talvez tenha relação com nosso constante inconformismo com a política, com a justiça, com questões sociais relevantes. Porém, no Brasil, existe muita coisa boa. Muita coisa que nos deixa orgulhosos de sermos brasileiros e com o cinema não é diferente. O cinema brasileiro, assim como em qualquer outro país do mundo, passou por diversas fases durante sua história e, provavelmente, o preconceito com os filmes nacionais venha do desconhecimento dessas fases e da sua importância para a cultura do nosso país. Não apenas por desacreditar da qualidade do filme, mas por imaginar que, pelo simples fato do filme ser brasileiro, não será um filme bom de se assistir.

Os Fuzis – 1964 – Ruy Guerra

Uma dessas fases é o Cinema Novo. Uma das épocas mais importantes da história do cinema brasileiro. Nas décadas imediatamente posteriores à Segunda Guerra Mundial, alguns movimentos cinematográficos surgem no mundo. Filmes que buscavam, dentre outras coisas, mostrar a realidade do período pós-guerra. Esses filmes eram de baixo orçamento e possuíam uma relação muito forte em retratar a realidade. No final da Segunda Guerra Mundial surge o Neorrealismo Italiano. Esse movimento passou a retratar temas sociais, e para isso as filmagens eram feitas de maneira mais crua, eram usadas locações reais e atores não profissionais, de forma a representar a realidade daquele período. A Nouvelle Vague francesa, nos anos 50 e 60, tinha preceitos parecidos. É possível perceber, em seus filmes, uma relação mais livre e espontânea com a linguagem cinematográfica. Nos anos 60, na Alemanha, um grupo de cineastas começou a fazer filmes de baixo orçamento com uma abordagem mais política. Esse movimento ficou conhecido como Novo Cinema Alemão.

Rio, 40 Graus – 1955 – Nelson Pereira dos Santos

Esse tipo de abordagem que começou a se espalhar pelo mundo chegou ao Brasil. Nos anos 50, essa estética mais voltada para o realismo e para retratar a realidade vivida pelas pessoas na sociedade brasileira, passa a ser representada no cinema. Rio, 40 Graus (1955), de Nelson Pereira dos Santos, mudou a história do cinema brasileiro. O diretor expressa uma relação moderna com a linguagem e com o tema do filme. A obra acompanha um dia na vida de cinco meninos moradores de uma comunidade do Rio de Janeiro. Isso acontece de forma realista, que lembra o Neorrealismo Italiano pela maneira como o filme retrata essa realidade social. São usadas locações reais que retratam uma movimentação urbana legítima, repercutindo em uma visão mais humanista da realidade social das pessoas menos favorecidas.

Vidas Secas – 1963 – Nelson Pereira dos Santos

Entre 1963 e 1966 o Cinema Novo atingiu o seu ápice, tanto nos temas como na forma em que os filmes eram filmados. As obras passam a ser mais complexas e a proporem relações estéticas mais particulares. O ápice expressivo acontece com Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), Vidas Secas (1963) e Os Fuzis (1964). Esses três filmes têm abordagens diferentes, mas que são muito fortes com o que propõem. Os movimentos cinematográficos são muito peculiares, no sentido de que é difícil afirmar quando que realmente começaram e quando terminaram, de qualquer maneira, esse movimento cinematográfico brasileiro é importantíssimo para o cinema mundial. Além disso é inegável a qualidade dos filmes e o talento desses diretores que propuseram, naquela época, uma forma moderna de lidar com a linguagem cinematográfica. Dessa forma, é possível afirmar com toda a tranquilidade que os filmes nacionais são importantes, relevantes e de ótima qualidade.

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