seg, 12 de abril de 2021

Jornal A Plateia Digital - 03.04.2021

Última Edição

INTERESTELAR – CIÊNCIA E ESPERANÇA

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A ciência se tornou, com o decorrer do tempo, um alicerce poderoso para humanidade. Pessoas interessadas em melhorar a vida no nosso planeta, bem como desvendar os mistérios que ainda nos rondam, investem tempo, dinheiro e muito estudo para realizar façanhas, muitas das vezes, inimagináveis. Alguns desses mistérios sequer podem ser respondidos, mas a ciência, incansável, resolveu mistérios que também pareciam impossíveis. Os humanos, mesmo fazendo parte do que a ciência é, são mesquinhos a ponto de não acreditar nas próprias descobertas, desconfia do que as pesquisas trazem e ainda, não fazem questão alguma de fazer sua parte para melhorar nossa estada no Planeta.

 

Interestelar é um filme que traz, sob a ótica de Christopher Nolan, como que a ciência e a humanidade entram em conflito constantemente. Ver esse filme é bastante prazeroso, seja pelas belas imagens produzidas em tela, seja pelas grandes atuações, seja pela dramaturgia criada em sua história. Nolan ainda joga com as ações do tempo e como ele é capaz de nos transformar, mesmo que de maneira muito diferente. No filme, o Planeta Terra, aos poucos está se tornando inabitável, por conta das ações da humanidade, que fez de tudo para liquidar com seus recursos. Dessa forma, seu protagonista, é encaminhado para uma missão no espaço para buscar possíveis planetas habitáveis para a população mundial, ocorre que essa missão pode afasta-lo para sempre da Terra e de seus filhos. O filme lida exatamente com isso. A ciência usada como arma a possibilitar a continuação da vida humana e os humanos sendo obrigados a lidar com os próprios erros e com as ações inevitáveis do tempo.

 

Nessa semana, do dia 21 ao dia 26 de dezembro, um fenômeno natural despertou nossa atenção. A conjunção entre os planetas Júpiter e Saturno, evento que ocorreu pela última vez há quase 400 anos, levou a algumas reflexões. Mesmo não sendo possível determinar que se trata da “Estrela de Belém”, a mera possibilidade do fato nos despertou um sentimento de esperança. Enfrentamos um ano muito difícil. Um ano que nos impôs adversidades que sequer imaginávamos. Um ano que fez muitas pessoas trabalharem como nunca, fez a ciência buscar alternativas para melhorar nossa vida, fez os humanos perceberem seus erros e ao mesmo tempo demonstrou o quanto vários desses humanos conseguem ser cruéis. Essa conjunção, independente de crença, fez com que, mesmo que por alguns minutos, todo mundo estivesse olhando para o céu, buscando, todos ao mesmo tempo, o mesmo lugar, de forma a acompanhar o fenômeno. Talvez essa seja a mensagem. A união pode ser exatamente o que nos falta para que sejamos pessoas melhores e tornemos nosso planeta um lugar melhor de se viver.

 

Essa é a esperança. A esperança trazida por Interestelar e a esperança trazida pela Grande Conjunção, de que o mundo possa realmente se tornar um bom lugar de se viver. Enfrentamos problemas diariamente e de todos os tipos, mas a esperança em um futuro melhor é o que realmente nos faz seguir em frente. Acredite no que for, na ciência, na humanidade, na religião, mas acredite que existe a possibilidade de sermos melhores. Ter esperança pode ser um exercício difícil e que demande tempo, mas de qualquer forma, se esforce para tornar possível. Interestelar, mesmo se tratando de um filme de ficção científica, nos mostra que os humanos podem ser odiosos, mas também podem lutar por um futuro melhor, podem desperdiçar e abandonar muitas coisas, mas também podem sonhar, criar e amar, basta que façamos boas escolhas e se por acaso, não fizermos, reconhecermos a escolha errada, aprendermos com ela e por fim, seguirmos adiante.

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