seg, 25 de janeiro de 2021

Aplateia Digital - 23/01/2021

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Turismo Rural deverá ganhar força em 2021

Representantes do setor apontam que as medidas de distanciamento social têm fortalecido o turismo rural onde as pessoas estão buscando refúgio e sossego no campo
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Se 2020 foi um dos piores anos da história, onde milhares de vidas foram perdidas por conta da pandemia que mudou para sempre o modo das pessoas se relacionarem, 2021 traz novas esperanças para todos nós principalmente pelo início da vacinação em massa que logo deverá chegar em nosso país. Diante desse quadro, alguns setores que neste ano sofreram forte recessão, estão esperançosos com as novas formas de fazer negócio.
Entre eles está o turismo que sentiu um forte impacto econômico, e que precisou se reinventar. E um fator que já era esperado há muitos anos era a o êxodo urbano, onde as pessoas estão procurando ter uma vida mais saudável e voltando seus olhos para o campo e a natureza. Com isso o turismo rural deve se fortalecer ainda mais. Em nível local, mais precisamente na região da campanha, e sobretudo em Sant’Ana do Livramento, essa tendência deve ser seguida, com uma valorização dos empreendimentos já existentes e os roteiros como é o caso da Ferradura dos Vinhedos que já se consolidou no estado, sendo inclusive reconhecido por lei.
Segundo o atual coordenador do Projeto de Extensão da Unipampa, chamado “Ferradura dos Vinhedos”, o professor João Paulo Rocha de Miranda, diz que as potencialidades são imensas desde a criação de novos empreendimentos, ao fortalecimento da cadeia local e a valorização dos produtos e riquezas locais
O professor João Miranda é formado em Zootecnia pela UFSM, onde trabalhou com desenvolvimento e turismo rural. Depois de formado foi trabalhar na Amazônia mato-grossense, no norte do Estado do MT, na divisa com o PA e AM. Lá trabalhou na área de produção animal, meio ambiente e desenvolvimento regional, quando fez uma Pós-Graduação em Sociedade e Desenvolvimento Regional.
A partir de então passou a trabalhar em programas bilaterais de cooperação internacional entre o Governo brasileiro e italiano para promover o desenvolvimento da região noroeste do MT e ajudar os produtores a adequarem seus modelos produtivos às normas agrárias e ambientais.
Fazer a graduação de Direito e depois o Mestrado em Direito Agroambiental na UFMT e o Doutorado em Direito na UFPA. Também foi docente na Faculdade de Direito da UFMT, onde trabalhou com os aspectos jurídicos, agrários e ambientais a fim de promover o desenvolvimento regional. Em 2019 voltou para o Rio Grande sendo transferido para a Unipampa. “Ao saberem da minha experiência nesta área me chamaram para ajudar e, a partir deste ano, para coordenar o Projeto de Extensão da Unipampa, chamado Ferradura dos Vinhedos, que visa contribuir com o seu desenvolvimento e para que a sociedade reconheça a “Ferradura dos Vinhedos” e seu terroir, não apenas como uma rota turística, mas também como um indutor de desenvolvimento regional e um patrimônio cultural. Para isso, há vários caminhos, que passam pela Indicação de Procedência da Campanha Gaúcha, pelo fomento ao enoturismo e o turismo rural e de aventura, pela difusão e valorização dos produtos de terroir (vinho, suco, queijo, noz pecã, azeite, oliva etc.), pela união dos produtores em associações e/ou cooperativas e pela restruturação física da rota turística Ferradura dos Vinhedos (com recuperação de estradas, placas indicativas, estrutura de informação turística, etc.), bem como divulgação da rota, tanto no âmbito nacional e estadual, quanto internacional.
Segundo o professor, outro fator muito importante que contribuirá com o setor em 2021, é o reconhecimento dos vinhos produzidos na Campanha Gaúcha com o Selo de Procedência, conquistado em maio deste ano, que atesta as qualidades do terroir da região e ajudam a valorizar mais ainda as potencialidades dos produtos da região. Terroir é uma palavra francesa que designa “uma extensão de terra cultivada” ou o conjunto das terras exploradas por uma comunidade rural. “Esse reconhecimento é muito importante, pois ele certifica que os produtos de determinada região têm uma qualidade superior. Um exemplo disso, são as vinícolas que têm a sua produção aqui e levam as uvas para engarrafar na Serra. Por que elas fazem isso? Porque a uva produzida aqui é superior à daquela região justamente por esse terroir diferenciado. Então, temos todas as condições aqui para desenvolver ainda mais o turismo e promover o desenvolvimento rural”, encerrou.

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