Artigo | O maior esforço da humanidade desde a II Guerra Mundial

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Nestes últimos dias em que tive a oportunidade de voltar à estrada para apoiar nossos candidatos nos municípios, fiz uma longa reflexão de tudo o que está acontecendo ao nosso redor por conta da pandemia. Apesar da redução do número de casos, entre infectados e mortos, ainda há uma insegurança e o medo da contaminação de parte das comunidades. Porque se trata de um vírus com um espectro de reação que vai dos 8 aos 80, dependendo de cada organismo. Ou seja, pode ser uma simples gripe ou levar o indivíduo a ser internado por longos dias numa UTI. Os que têm a sorte de sair vivos, apresentam graves sequelas. Acho que todos nós temos um relato sobre algum amigo que ficou doente, um parente que enfrentou essa batalha ou alguém próximo que partiu. Por isso, o debate sobre a vacina ganha em importância. Se ela vai ser obrigatória ou facultativa, isso para mim não é o mais relevante. Importante mesmo é a população ter acesso a informações confiáveis sobre o produto produzido, que os órgãos de vigilância sanitária de saúde pública chancelem o produto e que o mesmo esteja disponível ao cidadão. Cada indivíduo tem o direito de escolher entre tomar ou não a vacina, mas tendo a consciência que ela poderá ser uma exigência para o trânsito entre estados e viagens internacionais, a exemplo do que acontece com a febre amarela e malária. Mas o fato é que estamos discutindo e problematizando uma vacina que sequer existe ainda na prática. Essa é uma energia que não podemos perder energias num debate que ainda não é hora de fazer. O mundo científico se mobilizou como nunca para encontrar um antídoto eficaz contra a Covid-19. É o maior esforço da humanidade desde a II Guerra Mundial. Naquela época como agora, a humanidade precisou se unir para enfrentar um mal comum. Vamos dar tempo à ciência, as pesquisas ainda estão em andamento. Muita coisa ainda vai acontecer até janeiro, fevereiro ou março. Temos que seguir atentos aos protocolos de segurança para evitar que sejamos atingidos por uma segunda onda, assim como estamos observando em diversos países europeus. Não podemos baixar a guarda para o coronavírus sob hipótese alguma. O período de festejos de final de ano está chegando, o Carnaval logo em seguida. Imaginar milhares de pessoas nas ruas aglomeradas sem imunização seria uma insanidade. É preciso se vacinar contra a ignorância antes de tudo e evitar a politização do maior desafio da nossa geração.

Jeronimo Goergen

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