Estado fiscaliza cerca de 15 mil animais e mais de 14 mil quilômetros de fronteira em dois meses  

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A área de ação do programa engloba 64,8 mil propriedades rurais e rebanho de 4,4 milhões de cabeças – Foto: Divulgação Seapdr

O balanço dos primeiros dois meses do programa Sentinela aponta para redução do número de bovinos de corredor – criados em faixas de domínio – e uma apreensão muito pequena de animais sem origem.

Nesse período, foram fiscalizadas 47 propriedades rurais, realizadas 94 barreiras sanitárias móveis e fixas, vistoriados 406 veículos e percorridos 14.509 quilômetros somente na região de fronteira. Quase 900 pessoas foram orientadas com ações de educação sanitária.

“Nos primeiros dois meses, obtivemos números surpreendentes em um espaço tão pequeno de atividades, e já no segundo mês percebemos nitidamente a transformação na realidade das regiões abrangidas”, afirma Francisco Lopes, coordenador do programa Sentinela da Seapdr.

Em número de animais, foram fiscalizados 11.543 bovinos, 2.569 ovinos e 346 equinos. Do total de bovinos, 67% estavam regulares, ou seja, a quantidade declarada era compatível
com a fiscalizado e 22% estavam irregulares, sendo em sua maioria bovinos declarados, mas inexistentes. É o chamado “gado papel” que pode servir para esquentar saldos irregulares como em casos de abigeato.

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Brigada Militar e Operação Hórus do Ministério da Justiça são parcerias do programa – Foto: Divulgação Seapdr

Outros 9% do total foram bovinos encontrados em corredor, uma realidade muito presente nos Blocos 1 e 2 do programa Sentinela (fronteira com o Uruguai); 1% (153) dos bovinos foram apreendidos por não ter origem; 1% (144), restituídos por terem sido comprovada a origem e apenas nove foram sacrificados e realizada a doação da carne para entidades beneficentes. As equipes do programa lavraram 111 autos de advertência ou de infração.

Segundo o coordenador do programa, houve grande redução na presença do gado de corredor do primeiro para o segundo mês de atividades. “Isso se deve principalmente porque os produtores têm se conscientizado da necessidade de criar os animais dentro do limite das suas propriedades”, acrescenta Francisco Lopes.

A Brigada Militar e a Operação Hórus do Ministério da Justiça são parcerias do programa e têm tido papel importante na manutenção do atendimento pleno e ininterrupto desde a inauguração do Sentinela, em 8 de julho.

O programa Sentinela faz a patrulha de 1.200 quilômetros de faixa de fronteira, envolvendo 59 municípios nas fronteiras com Uruguai e Argentina. O raio de ação compreende 64.842 propriedades rurais e rebanho de 4,4 milhões de cabeças. As equipes fazem o monitoramento das áreas em quatro blocos: Jaguarão, Santana do Livramento, São Borja e Santa Rosa.

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