Justiça Federal intimará diretor do Instituto Salva Saúde para instalar tornozeleira eletrônica

O judiciário vai passar a monitorar os passos de Jan Christopher Lima da Silva
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A Justiça Federal deve notificar o diretor do Instituto Salva Saúde, Jan Christopher Lima da Silva para que ele compareça no órgão federal para a instalação de uma tonozeleira eletrônica com o intuito de monitorá-lo. Assim que se apresentar, Jan deve entregar o passaporte à Justiça Federal. A determinação se dá depois que a PF realizou, na manhã desta quarta-feira (23), a operação Sem Misericórdia que investiga o desvio de mais de R$ 2 milhões de recursos do Sus destinados à Santa Casa de Sant’Ana do Livramento.

Jan terá recolhimento domiciliar de segunda a sexta-feira, das 19h às 07h; e nos fins de semana de sexta-feira, às 19h, até segunda-feira, às 7h. Além disso, Jan terá que comparecer bimestralmente à sede da Justiça Federal de Vitória (ES).

Por meio de nota, os advogados de Jan disseram que os investigados afirmam que todos os serviços contratados foram efetivamente prestados, “o que será devidamente comprovado no curso da investigação. Além disso, impõe salientar que os investigados já colocaram à disposição da Justiça seus extratos bancários e manifestam extremo interesse para eventuais esclarecimentos por meio de depoimento”.

GRUPO CRIMINOSO

De acordo com a Polícia Federal, no período do contrato, “a organização social subcontratou duas empresas pertencentes ao mesmo grupo criminoso para a execução de atividades de assessoria e consultoria, em valor global superior a R$ 1 milhão, como forma de justificar o desvio de verbas realizado por diversas transferências bancárias ao longo de todo o período, bem como permitir a contabilização nas empresas de destino como se os recursos fossem lícitos”.

A PF explicou também que notas fiscais e contratos com empresas de fachada foram forjados com o propósito de sustentar as transferências ocorridas anteriormente sem o adequado lastro contábil. A estimativa é de que mais de R$ 1,5 milhão foram repassados para diversas pessoas físicas investigadas, principalmente para o diretor da organização social contratada pela prefeitura, que efetuou no período de contrato saques em espécie que somaram mais de R$ 500 mil.

A Prefeitura afirmou que em breve emitirá uma nota com relação à operação.

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