Agentes da PF levam pasta da Santa Casa em operação que investiga o desvio de R$ 2 milhões

Segundo o diretor administrativo, Sérgio Oliveira, eles buscavam informações sobre a atuação do Instituto Salva Saúde
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A operação Sem Misericórdia deflagrada nesta quarta-feira (23) pegou a todos que trabalham na Santa Casa de Sant’Ana do Livramento. Buscando informações sobre a atuação do Instituto Salva Saúde no Hospital, os agentes federais levaram uma pasta com documentação com relação às movimentações na instituição.

Diretor da Santa Casa, Sérgio Oliveira

Além do Hospital santanense, outros 10 mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Rio Grande do Sul e em outras cidades do Espírito Santo. Ordens judiciais de sequestro e bloqueio de bens e contas bancárias também foram expedidas pela 22ª Vara Federal de Porto Alegre.

DIREÇÃO DA SANTA CASA

A direção da Santa Casa entregou toda documentação solicitada pelos agentes e o diretor da instituição afirmou que a é uma administração de transparente. “(…) Não existe nada contra a instituição de saúde Santa Casa ou esta administração. Os agentes estão buscando informações sobre o instituto salva saúde e o que nós tínhamos, uma pasta de documentos, foi levada”, afirmou ele destacando que a Santa casa está à disposição da justiça para prestar as informações necessárias.

GRUPO CRIMINOSO

De acordo com a Polícia Federal, no período do contrato, a organização social subcontratou duas empresas pertencentes ao mesmo grupo criminoso para a execução de atividades de assessoria e consultoria, em valor global superior a R$ 1 milhão, como forma de justificar o desvio de verbas realizado por diversas transferências bancárias ao longo de todo o período, bem como permitir a contabilização nas empresas de destino como se os recursos fossem lícitos.

A PF explicou também que notas fiscais e contratos com empresas de fachada foram forjados com o propósito de sustentar as transferências ocorridas anteriormente sem o adequado lastro contábil. A estimativa é de que mais de R$ 1,5 milhão foram repassados para diversas pessoas físicas investigadas, principalmente para o diretor da organização social contratada pela prefeitura, que efetuou no período de contrato saques em espécie que somaram mais de R$ 500 mil.

CONTRAPONTO

Procurado por A Plateia, o presidente do Instituto Salva Saúde, Jan Chritopher Lima da Silva disse que deve encaminhar manifestação de contraponto. A Prefeitura afirmou que em breve emitirá uma nota com relação à operação.

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