Nuvem de gafanhotos está a 20km do Uruguai

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Secretaria da Agricultura publica Instrução Normativa com medidas para o controle de surto de gafanhotos

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) publicou no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (24) uma Instrução Normativa que dispõe sobre as medidas de defesa sanitária vegetal relativas à supressão e ao controle de surtos do gafanhoto migratório sul-americano no Rio Grande do Sul. A publicação estabelece o plano de emergência para lidar com a praga.
Um dos artigos diz que a comunicação dos surtos será obrigatória e realizada por produtores rurais, trabalhadores da agricultura e residentes dos municípios, proprietários, arrendatários, responsáveis ou ocupantes, a qualquer título, de imóveis rurais e estabelecimentos urbanos.

 Veja a IN Nº 17/2020 na íntegra AQUI. (.pdf 398,58 KBytes)

“O controle da praga é complexo” diz SENASA

Várias ações coordenadas pelo serviço fitossanitário do governo argentino alcançaram uma redução acentuada da nuvem de gafanhotos localizadas perto da localidade de Federação, na província de Entre Rios. Entre as ações está a pulverização da área.

A nuvem tinha aproximadamente quinze quilômetros quadrados ao ingressar na Argentina a partir do Paraguai no mês de maio e agora tem um tamanho de cerca de dez quilômetros quadrados, uma redução de um terço. Esta a boa notícia. Segundo a SENASA, a redução foi proporcionada pelos controles realizados nas províncias de Santa Fé e Corrientes, quando as condições meteorológicas e ambientais permitiam.“O controle da praga é complexo devido a fatores que condicionam a possibilidade de realização de tratamentos: seu deslocamento e grande poder de vôo, os locais de difícil acesso”, explica o órgão.

Ontem, a aplicação aérea de tratamentos fitossanitários programada para o período da manhã teve que ser suspensa devido às condições meteorológicas. A presença de nevoeiro impediu os voos. As aplicações por terra puderam ser realizadas por produtores da região.A nuvem de gafanhotos, então, levantou voo lentamente em direção Leste, logo ficando mais perto do Uruguai – apenas 20 quilômetros- e do Rio Grande do Sul. Esta a má notícia.Percorreu cerca de quatro quilômetros perto da Rodovia 14. Atualmente, ele está assentado na região e não registrou movimentos no final da quinta-feira devido às condições atmosféricas.

Ministério e Secretaria da Agricultura debatem estratégias para eventual chegada da nuvem de gafanhotos ao Rio Grande do Sul

Mas técnicos acreditam não haver evidências de que ela ingressará no Estado nos próximos dias

Representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Superintendência Federal de Agricultura do Rio Grande do Sul (SFA-RS), e da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) realizaram uma videoconferência nesta quinta-feira (23) para traçarem medidas de controle da praga Shistocerca cancellata. A reunião foi coordenada pelo secretário Covatti Filho. A nuvem de gafanhotos se encontra na província de Corrientes, na Argentina, a 98 quilômetros do município gaúcho de Barra do Quaraí.

O chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Seapdr, Ricardo Felicetti, afirmou que a Secretaria já tem o plano emergencial de supressão de surtos de gafanhotos Schistocerca cancellata estabelecido. “Atualmente, está na fase de vigilância e monitoramento, atuando na obtenção e geração de informações sobre a nuvem no país vizinho, juntamente com o esclarecimento aos produtores, bem como vigilância a campo”. Segundo ele, há manutenção do estado de alerta devido à proximidade da nuvem. “Contudo, não há evidências de que ela ingressará em solo gaúcho nos próximos dias”, acredita.

“Mas, caso seja necessário, todos temos que atuar rapidamente, uma vez que a praga apresenta grande movimentação. A nuvem andou 30 quilômetros de um dia para o outro”, alertou Felicetti. Conforme o engenheiro agrônomo, é preciso conjugar esforços para combater o inimigo, que pode causar sérios prejuízos à agricultura gaúcha. “Para tanto, é fundamental que os produtores estejam em estado de alerta e comuniquem qualquer evidência da nuvem às inspetorias de defesa agropecuária da Seapdr, ou aos escritórios municipais da Emater/RS-Ascar mais próximos, bem como atuem conjuntamente no controle, caso ocorram os surtos”.

De acordo com o secretário Covatti Filho, que esteve em Brasília nesta quarta-feira (22), o recurso de R$ 600 mil, que será liberado pelo Mapa, poderá ser utilizado na aquisição de produtos para tratamento fitossanitário e contratação de serviços de aplicação de inseticidas. “Os recursos contemplam 21 dias de tratamento, visando ao controle inicial e das gerações que nascerem das posturas das fêmeas. Mas acreditamos que a chance da nuvem chegar ao Estado nos próximos dias é baixa”.

Felicetti esclareceu que, se houver adoção de controle químico, as aplicações necessariamente são sempre submetidas à prescrição de receituário agronômico com recomendação específica para a praga e atribuição de responsabilidade técnica, além de serem fiscalizadas pela Seapdr. “Serão feitas de maneira segura, visando à preservação do meio ambiente e principalmente à proteção da saúde humana e dos consumidores”.

Sobre aviação agrícola, Felicetti informou que há disponibilidade de aviões que fariam a aplicação. “A disponibilidade é para localização estratégica, uma vez que a nuvem apresenta grande mobilidade. Com isso, poderia ser acionada a aeronave mais próxima de onde se encontra a nuvem, a fim de aplicar o controle o mais rápido possível”.

Participaram da reunião virtual também representantes da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag), Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Emater/RS-Ascar, sindicatos rurais, Seapdr, além de prefeitos e secretários municipais de Agricultura.

Fonte – Metsul e Secretaria de Agricultura RS

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