Estado doa cestas básicas, Município também, mas algumas famílias ainda não têm o que comer

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Doação de mais de 2 mil cestas para família de alunos, mais de mil por meio da Assistência Social e conheça Luana, que tem apenas 3kg de arroz para comer

Nesta semana, a 19ª CRE (Coordenadoria Regional de Educação) recebeu a doação de 56 toneladas de alimentos que foram doados pelo Estado por meio da Secretaria Estadual de Educação. Em Sant’Ana do Livramento as doações foram distribuídas para famílias de alunos que encontram-se em situação de vulnerabilidade nesse período de pandemia. Seguindo as recomendações quanto às medidas preventivas à COVID-19, os militares e os funcionários da 19ª CRE utilizaram EPIs e realizaram a desinfecção do material durante o seu recebimento e armazenamento, bem como em sua distribuição.
A distribuição e seleção das famílias foi realizada por meio de cadastro dos diretores das escolas, como explica a coordenadora da 19ª CRE, Ana Alice Campagnaro: “ Nós estávamos conversando, há vários dias, com os diretores das escolas tratando deste assunto e foram eles que fizeram o levantamento das famílias. Assim que o material chegou nós organizamos a distribuição. Cabe salientar que essa doação é do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Educação e sem nenhum viés político. O recurso vem da merenda escolar, como o aluno não pode ir para escola o Estado, então, resolveu distribuir esta verba em forma de doações de cestas básicas. É uma ação grandiosa. Para a nossa região, principalmente, esta distribuição é muito importante, porque temos muitos estudantes com uma grande necessidade. Pode parecer pouco para alguns, mas é muito para quem não tem nenhum alimento em casa”, destacou a coordenadora.
Muitos santanenses ainda estão desassistidos em doações. Nesta semana, Luana Fagundes Guedes, de 23 anos, pediu ajuda à reportagem. Ela é moradora na rua Félix Correia, nº 193, uma casa simples que foi cedida. Luana trabalhava como diarista em uma casa de família, três vezes na semana e recebia R$ 150 a cada sábado, porém com a pandemia de coronavírus seu trabalho foi reduzido até que foi informada de que seus serviços não eram mais necessários.
Ela possui uma filha de apenas três anos e pede ajuda para que não falte alimentos para ela. “Recentemente fui até a assistência social e me deram uma cesta básica. Agora tenho três quilos de arroz, uma garrafinha de óleo, meio saco de feijão e um pouco de leite em pó para minha filha. É triste ver tua filha pedir mais comida e não ter condições de fazer mais. A casa também está em um péssimo estado, estou colocando restos de madeiras nas que apodrecem para não ver ela se despedaçar”, conta.
No momento, Luana está se mantendo com doações de sua irmã, que possui melhores condições e também através do seu Bolsa Família que gira em torno de R$ 85, além disso Luana tem de realizar o pagamento de água e energia elétrica, o que a obriga escolher qual pagamento terá de atrasar para conseguir comprar comida.
Luana mora na rua Felix Corrêa 193, no Parque das Águas, seu telefone para contato é o (55) 9 8455-0079.

João Victor Montoli
joaovictor@jornalaplateia.com

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