Com isolamento social, cai o número de furtos e roubos em março no RS

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Em comparação com o mesmo mês do ano passado, quatro indicadores de crimes contra o patrimônio tiveram redução expressiva. Chefe da Polícia Civil credita isso à menor circulação de pessoas por conta da pandemia de coronavírus.

O Rio Grande do Sul teve redução em quatro indicadores de crimes contra o patrimônio — furto, roubo, furto de veículo e roubo de veículo — no mês de março em comparação ao mesmo período do ano passado. De acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira (8) pela Secretaria de Segurança Pública, o número de furtos caiu mais de um terço, e 10% menos veículos foram roubados.

A diminuição mais expressiva foi no número de furtos. Em março de 2019, as delegacias do estado registram 10.615 ocorrências. Já neste ano, foram 6.674 casos, o que representa uma queda de 37%.

Entre os roubos, a redução é um pouco menor, mas também expressiva, de 22%. Foram 5.691 roubos no ano passado, índice que caiu para 4.423 em março de 2020.

A chefe da Polícia Civil do estado, Nadine Anflor, credita isso ao isolamento social devido ao coronavírus, que iniciou oficialmente em 19 de março com o decreto de calamidade pública do governador. No entanto, ela destaca que a presença dos agentes nas ruas junto à Brigada Militar contribui para a diminuição da criminalidade:

“São os dois componentes. Com a circulação menor de pessoas nas ruas, já se tinha uma expectativa de queda. Não tendo vítima, não tem ocorrência”, assinala. “Mas a presença constante das forças policiais fez com que não tivesse aumento sequer em arrombamentos, como era esperado. Estão acontecendo, mas em número menor do que a expectativa.”

O percentual de furto de veículos também teve uma redução de 22%. Foram 1.172 casos registrados em março de 2019 e 914 em março deste ano. Em relação a roubo de veículo, caiu de 957 registros em 2019 para 858 em 2020, ou seja, 10% a menos do que no ano anterior.

Média de homicídios se mantém

Nos crimes contra a vida, por outro lado, a média se manteve. Em março de 2019, foram 139 homicídios que fizeram 147 vítimas. No mesmo período deste ano, foram 136 casos e 146 vítimas.

Já os latrocínios baixaram de oito casos em 2019 para apenas um em 2020, o menor índice registrado desde 2002, quando os dados começaram a ser computados pelo modelo atual.

“A Polícia Civil atua nas investigações, indo imediatamente aos locais, mas também foi para as ruas. Embora tenha uma função investigativa, menos ostensiva que a Brigada Militar, desde o primeiro momento da pandemia botou viaturas nas ruas para manter a ordem pública”, garante Nadine.

Delegacia online

O distanciamento social afeta também os atendimentos presenciais nas delegacias. A Polícia Civil orienta que quem precisa notificar um crime deve registrar o fato na delegacia online, já que os espaços físicos estão com circulação restrita e adotada uma distância mínima 1,5m para os atendimentos.

O serviço foi ampliado para diversas demandas, exceto alguns crimes que precisam ser notificados presencialmente, como roubo de veículo, sequestro e pedidos de medidas protetivas. Mesmo com a mudança de cultura no registro das ocorrências, a chefe da Polícia Civil gaúcha não acredita que tenha havido subnotificação dos casos.

“Acompanho todos os dias, e tem aumentado o número de registros genéricos que antes da pandemia não eram permitidos [fazer na delegacia online]. Continuam registrando, nenhum plantão foi fechado. Só que o atendimento ficou mais restrito para proteger os policiais e as demais pessoas na rua”, destaca.

Confira os passos indicados pela polícia para comunicar um crime pela internet:

  • Acesse o site da Delegacia Online por meio de um computador, tablet ou smartphone tendo em mãos documento de identidade ou CPF e endereço de e-mail válido
  • Se o crime consta em uma das 29 opções específicas do site, clique no fato e siga as instruções. Senão, preencha o formulário disponível na página com a narração dos fatos e a versão do que aconteceu
  • Será gerado um número de protocolo com 15 dígitos, que permite que o documento siga sendo preenchido em outro momento. Um “rascunho” fica salvo no sistema, e o protocolo é enviado por e-mail ou mensagem de celular para quem tem Login Cidadão RS
  • Depois de finalizado e enviado o registro, é necessário aguardar a validação por parte da Polícia Civil para que o registro tenha validade
  • Para acessar a ocorrência e acompanhar o andamento, basta consultar o protocolo no site da DOL. O documento tem a mesma validade do que seria entregue na Delegacia de Polícia
Fonte: G1/RS
Foto:Rodrigo Ziebell/SSP