Ruas centrais de Livramento recebem “Fumacê” contra o mosquito da Aedes aegypti

A prefeitura iniciou na tarde de hoje (24), nos quadrantes das principais ruas do município, ruas Tiradentes, General Neto e Pinheiro Machado, o conhecido “Fumacê”. Que é uma desinfecção, onde é aplicado um veneno pulverizado para evitar a proliferação do mosquito da Dengue.

“Como tivemos um caso confirmado no município, estamos com o alerta ligado, estamos realizando o UBV Ultra Baixo Volume, o conhecido Fumacê, que mata os mosquitos adultos, evitando que o mosquito contaminado pique outras pessoas, faremos neste quadrante primeiramente, nas proximidades onde a mulher com caso confirmado mora”, comenta Leonardo Chuy.

Primeiro Caso

A pessoa que contraiu a doença é uma mulher que viajou recentemente para a cidade de Santa Maria e teria sido contaminada naquela cidade. Após chegar em Livramento, ela acabou passando mal e apresentando sintomas característicos de doença viral. O caso foi encaminhado para a Vigilância em Saúde que a encaminhou para exames, inicialmente de H1N1, que deu negativo e posteriormente ela foi submetida a outros testes que deram positivo para dengue.
Apesar de ser uma doença grave, a mulher foi medicada a tempo e não corre risco de morte. “Realmente, nós tivemos esse caso positivo de dengue e agora estão neste processo de investigação para saber como foi adquirida essa doença.

Conheça o mosquito

O Aedes aegypti é o mosquito transmissor da dengue e da febre amarela urbana. Menor do que os mosquitos comuns, é preto com listras brancas no tronco, na cabeça e nas pernas. Suas asas são translúcidas e o ruído que produzem é praticamente inaudível ao ser humano.

Em média, cada mosquito vive em torno de 30 dias e a fêmea chega a colocar entre 150 e 200 ovos. Se forem postos por uma fêmea contaminada pelo vírus da dengue, ao completarem seu ciclo evolutivo, transmitirão a doença. Estudos demonstram que, uma vez infectada – e isso pode ocorrer numa única inseminação –, a fêmea transmitirá o vírus por toda a vida, havendo a possibilidade de, pelo menos, parte de suas descendentes já nascerem portadoras do vírus.

Fotos Marcelo Pinto

Texto João Victor Montoli/ Ministério da Saúde

Reportagem Cleizer Maciel

Grupo A Plateia