AS ROTAS DA INTERNET

Se você acompanha esta coluna é porque, entre tantas coisas, se interessa por tecnologia e também gosta de entender como as coisas funcionam, assim como eu. Pensando nisso, já posso afirmar que sei, pelo menos, duas coisas sobre você. Sim, tudo isso sem a necessidade de utilizar uma bola de cristal.
Além de ser uma pessoa curiosa, sei que você também não desgruda do celular, até porque, uma coisa leva a outra. Bem como você, a primeira coisa que eu faço logo que acordo, é conferir o celular. Notificações, mensagens, notícias, redes sociais, enfim, tudo isso para descobrir o que eu perdi ao longo desse curto período de cinco ou seis horas em que estive dormindo. Sim, eu sei que não é saudável dormir menos do que oito horas, mas o tema não é esse.
O ponto é que, desde antes de sairmos da cama, a internet cumpre um papel fundamental em nossas vidas. Seja garantindo que você acorde bem informado ou conectando a maquininha do cartão do restaurante onde você almoça, sim, aquela que dá um frio na barriga enquanto não mostra a mensagem dizendo: “Transação aprovada”.
Que a internet é essencial para a nossa vida em 2020 ficou claro, mas você já se perguntou de onde ela vem? A resposta para essa e outras perguntas encontrei junto aos responsáveis pelo provedor A Plateia e compartilho com você a seguir:

A FONTE

Para entendermos como a internet chega até às nossas casas, primeiro precisamos descobrir como ela chega no Brasil. Falando de uma forma simples, a internet mundial nada mais é do que uma grande malha de cabos de fibra ótica responsáveis por interligar todos os continentes. Por óbvio, não trata-se “apenas” de cabos, já que esses serviços só são viáveis por conta de milionários acordos entre os governos e empresas multinacionais de comunicação, que realizam a operação e controle desse serviço.
Embora os primeiros cabos submarinos tenham sido lançados ao mar para ligar os Estados Unidos à Inglaterra na longínqua década de 1850, pouco mais de 20 anos depois da invenção do telégrafo em 1838, não significa que elas estejam lá até hoje. Isso porque a indústria da comunicação está sempre em busca da forma mais eficiene, rápida e segura de transmitir esses dados.
Uma prova disso são as primeiras linhas que eram compostas por uma camada de cânhamo alcatroado, um tipo de tecido produzido com a folha da planta Cannabis, e revestido com borracha indiana. Atualmente, o revestimento do componente é feito por fibra ótica.

CHEGOU, E AGORA?

Já devidamente conectados ao Brasil, esses cabos passam a integrar a rede brasileira de dados que, por sua vez, chega aos grandes data centers. Se a internet brasileira fosse um rio, esses centros seriam a sua nascente. A partir deles, as grandes empresas multinacionais de comunicação distribuem, além do sinal de telefone e internet móvel, a internet como conhecemos, mas na forma de links.
Saindo dessa “nascente”, o link é distribuído para as outras partes do país através de empresas de atuação regional, que umprem o papel de afluentes e assim, sucessivamente, o sinal é repassado de empresa para empresa em um efeito cascata até chegar às localidades do interior.

É POR KG?

Como a internet não é algo tangível, ou seja, não podemos tocá-la, o seu preço não é definido por kg ou por metro, mas sim pela sua velocidade. Isto é, a capacidade de transmissão de dados. Cada provedor, como no caso do Provedor A Plateia, compra a quantidade de acordo com a demanda.
O tamanho da banda é definido com base nos dados de uso dos clientes. Como, por exemplo, durante os dias de semana em horários comerciais, o consumo de internet cai, o que faz com que a oferta seja maior do que a demanda e exclui a necessidade de se ter um link com uma capacidade superior e que fique a maior parte do tempo “ociosa”.
Na medida em que a quantidade de clientes aumenta, a capacidade do link também precisa aumentar, justamente para que ninguém fique “desabastecido”. Mais uma vez utilizando o Provedor A Plateia como exemplo, esta readequação é feita de seis em seis meses, visto que, atualmente, a empresa está em pleno desenvolvimento e o número de novos clientes aumenta diariamente.

ENFIM, EM CASA

O link chega até o provedor para, só então, a internet ser distribuída aos clientes. Na maior parte dos casos, as empresas optam por possuir mais de um link. Isso porque é mais seguro em casos de ações de hackers ou de falha técnica do fornecedor, evitando assim desabastecer os clientes.
Já dentro de cada provedor existem diversos equipamentos responsáveis por gerenciar a quantidade de dados por área da cidade. Esses dados viajam de duas formas, ou por transmissão via rádio ou pelos vários quilômetros de cabos de fibra ótica instalados nos postes junto às linhas de energia e telefonia.
A última etapa, no caso das instalações que utilizam cabos de fibra ótica, é o caminho que a internet percorre do poste mais próximo até o modem de quem contratou o serviço do provedor.

Grupo Aplateia