DESAFIOS

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Quem não os enfrenta? Duvido que alguém levante a mão e diga: eu! Se tal acontecer é porque se acomodou e/ou está “sentado em um apartamento, com a boca escancarada, cheia de dentes esperando a morte chegar” (RAUL SEIXAS). Cada dia, cada semana, cada mês, cada ano, cada geração traz desafios.
Vamos por partes.
Minha geração: a chegada do homem na lua (tem gente que até hoje duvida, aliás, tem gente que ainda acha que a terra é plana!!!!); a troca do cinema por vídeos (Youtube está à disposição, grátis, sem falar naqueles caseiros); o telefone – de fixo para o celular. Credo, só Deus sabe o quanto tive que xingar, passar vexame e perguntar e me adaptar até “dominar” (quem eu, Adelina? – um dia eu conto a história da Adelina) o “maledeto” celular. Consegui? Claro que não, cada vez que domino um modelo, em menos de seis meses, é lançado um novo com modificações, ou cada vez que tomo conhecimento de um aplicativo (e levo um “eito” para descobrir como funciona) lá vou eu atrás da adaptação (evidentemente isto apenas acontece quando eu posso adquirir, é claro!!!). Sem falar no vocabulário.
Adaptação do corpo: como é mesmo que estão chamando agora? Ah! A melhor idade. Gente, isso é um deboche. Desde quando olhar-se no espelho, ver-se pelancuda (e sem perspectiva de mudar para melhor) é melhor idade? Ah, claro, as mais otimistas dirão: ah, mas temos maior longevidade! Obrigada. Se ter longevidade significa murchar, ter os dentes piores, ficar quase sem cabelo, desbotar e continuar batalhando (esta palavra é exata) para acompanhar a juventude com seus espantalhos travestidos, seus vocabulários limitados e ver que nossos esforços de ter mais cultura (aí eu falo de ler, aprender, discutir, reformular, moldar-se) está sendo jogado no lixo por uma geração que acha que pichar prédios históricos e privados com rabiscos (e não estamos falando de grafites em muros – alguns são verdadeiras obras de arte) e achar que estar 24 horas no celular é viver e aprender…
Mas, às vezes, (e aí vem a luz no fim do túnel) encontro alguns jovens que me surpreendem por sua capacidade, sua inteligência, sua cultura (posso citar cinco, em um universo de oito pessoas) mas seria inflar demais seus egos, rsrsrsrs – porém, agradeço ao acaso, destino, Deus, seja qual for a palavra, por tê-los colocado em meu caminho) – ainda no começo, é verdade, mas uma cultura promissora. Talvez, nem tudo esteja perdido!!!!