Famurs e entidades elaboram proposta coletiva de reivindicações aos governos estadual e federal para redução dos impactos da seca

Famurs e entidades elaboram proposta coletiva de reivindicações aos governos estadual e federal para redução dos impactos da seca

A prefeita de Cristal e vice-presidente da Famurs, Fábia Richter, coordenou os trabalhos, em conjunto com o prefeito de Pantano Grande, Cassio Nunes Soares. A prefeita de Rosário do Sul , Zilase Rossignollo, também participou do encontro.
Foram definidas 10 demandas coletivas que representam todas as entidades signatárias do ofício. O documento será entregue ao governador do estado, Eduardo Leite, que encaminhará as reivindicações federais para a Presidência da República, que distribuirá para os ministérios competentes.
O secretário em exercício da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Luiz Fernando Rodrigues Junior, elaborou as propostas conjuntamente com as entidades presentes e garantiu o envio do documento até amanhã. “O governo do estado decidiu na sexta-feira passada que aguardaria o posicionamento de todas as federações públicas e privadas, para que se formalizasse a posição do Estado do Rio Grande do Sul. Com as decisões coletivas de hoje, vamos encaminhar até amanhã, a lista de demandas conjuntas para Brasília, com os pleitos federais”, assegurou o secretário.
Para a vice-presidente da Famurs, o resultado da reunião mostra a força de mobilização entidade. “A Famurs conseguiu conduzir o encontro de ideias em torno de um bem maior, que é o nosso produtor rural”, pontuou Fábia Richter.
Veja as 10 demandas do documento:

Proposta coletiva de ações para redução dos impactos sociais e econômicos da estiagem 2019/2020 no RS

1) Prorrogação de TODAS as dívidas dos produtores rurais que tenham origem no crédito rural pelo prazo de 120 (cento e vinte) dias, tempo que se entende hábil para busca de soluções definitivas para os prejuízos decorrentes da estiagem;
2) Prorrogação das parcelas de TODOS os contratos de investimentos, inclusive os do âmbito do PSI, vincendas em 2020, para um ano após a última parcela, que hoje consta nestes contratos;
3) Repactuar em até 10 (dez) anos os valores do crédito agropecuário, mantendo os encargos contratuais;
4) Criar linhas de crédito, dentro do Manual do Crédito Rural, para as cooperativas, empresas e fornecedores, que permitam às mesmas repactuarem as dívidas dos produtores rurais atingidos pela estiagem;
5) Criação de uma linha de crédito emergencial para Agricultores Familiares com teto máximo de R$20.000,00 (vinte mil reais), com prazo de 5 (cinco) anos, sem taxas de juros. O crédito tem por objetivo a manutenção do capital de giro, principalmente para aqueles produtores que utilizaram os recursos próprios ou, ainda, para aqueles que fazem a compra e negociação direta nas casas de insumos agropecuários
6) Ampliação do zoneamento do plantio da soja para 31 de janeiro e do milho para 29 de fevereiro, com intuito de aumentar a janela de plantio, viabilizando o amparo do crédito oficial para o plantio mais tardio das culturas;
7) Aumento da cota em 50% (cinquenta por cento) por animal e 50% (cinquenta por cento) por limite de DAP do milho de balcão CONAB, como forma de suplementação da dieta da pecuária e ampliação dos locais de distribuição;
8) Antecipação dos pedidos do Programa Troca-troca de forrageiras e, também, o aumento do valor por beneficiário de R$ 300,00 (trezentos reais) para R$ 500,00 (quinhentos reais). O objetivo é antecipar o plantio e ampliar a disponibilidade das forrageiras de inverno para a pecuária;
9) Rebate ou prorrogação nos pagamentos do Programa Troca-troca, para amenizar o endividamento dos agricultores afetados pela estiagem;
10) Apoio estadual e federal de assistência social para agricultores familiares e trabalhadores de baixa renda não segurados, que não têm acesso ao crédito rural e que dependam exclusivamente da agricultura de subsistência.

Grupo Aplateia