Fumaça da Austrália chegará ao Rio Grande do Sul na madrugada desta terça-feira

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp

Vento e frente fria reforçam a chegada dos resquícios das queimadas australianas

Os resquícios da fumaça proveniente dos incêndios florestais na Austrália deverão chegar ao Rio Grande do Sul na madrugada desta terça-feira (7), junto com uma frente fria que atravessará o Estado, segundo meteorologistas consultados por GaúchaZH. Nesta segunda-feira (6), imagens de satélite já mostram a fumaça avançando sobre o Chile e a Argentina, em direção ao Brasil.

De acordo com o meteorologista Lucas Cantos, da Somar Meteorologia, é justamente a chegada da chuva ao Rio Grande do Sul, com ventos soprando do Sudoeste, que reforçam a vinda da fumaça até o Sul do Brasil. Cantos explica que como o Estado está na mesma latitude da Austrália, os ventos sopram de Oeste para Leste – da Oceania para a América do Sul – e as queimadas na Austrália são de proporções extremas, a possibilidade de a fumaça cruzar o oceano Pacífico e chegar ao sul do continente americano já era prevista.

— A fumaça estará a 1,5 quilômetro de altura e se misturará às nuvens da frente fria. Por conta das partículas presentes nela, a formação de nuvens ficará acima do normal, podendo deixar o céu mais nebuloso por até 12 horas depois da passagem da frente fria — explica o meteorologista.

Apesar de o Estado estar distante mais de 13 mil quilômetros da Austrália, o chefe do Centro de Pesquisas e Previsões Meteorológicas (CPMET) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Leonardo Calvetti, aponta que esta primeira leva de fumaça vinda da Oceania levou cerca de sete dias para atravessar o Pacífico. Ao longo desta semana, mais cinzas das queimadas australianas deverão chegar, de forma esparsa, em meio a uma nova frente fria prevista para a partir da próxima quinta-feira (9).

— A chuva deve trazer parte das cinzas até o solo, pois a água carrega alguma fumaça para a superfície. Outra parte, os ventos da frente dissiparão para o Oceano Atlântico — ressalta Calvetti.

Fonte GauchaZH