PSL e PT devem ficar com 20% do fundo eleitoral de 2020

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp

Legendas têm as duas maiores bancadas da Câmara e podem receber juntas quase R$ 760 milhões, se o Congresso aprovar financiamento de R$ 3,8 bilhões para as campanhas municipais

BRASÍLIA — Partidos com as duas maiores bancadas da Câmara, PSL e PT ficarão com a maior parte do fundo eleitoral de 2020, que pode ser fixado em R$ 3,8 bilhões. Juntas, as duas legendas receberão quase R$ 760 milhões, se o montante for aprovado pelo Congresso, segundo levantamento do GLOBO, o equivalente a 20% dos recursos.

O valor total do fundo eleitoral foi aprovado na Comissão Mista de Orçamento (CMO) na última quarta-feira e deve ir ao plenário em 17 de dezembro. O PSL deve receber a maior parte, cerca de R$ 381 milhões, enquanto o PT pode obter quase R$ 378 milhões. Os dois partidos são os que têm a maior representação no Congresso e somam as maiores votações nas últimas eleições, dois critérios importantes para a distribuição dos recursos.

Leia : Governo Bolsonaro deve sofrer novas derrotas no Congresso neste fim de ano

Na última semana, a CMO aprovou um relatório preliminar que previa o montante de R$ 3,8 bilhões no orçamento do próximo ano. Esse valor representa um aumento de R$ 1,8 bilhão no projeto enviado pelo governo ao Congresso. No parecer, o relator, deputado Domingos Neto (PSD-CE), afirmou que estava recompondo o corte feito pela equipe econômica a pedido de líderes partidários e presidentes de legendas.

Liderado pelo deputado Wellington Roberto (PB), o PL é o partido com a terceira maior bancada na Câmara e deve receber cerca de R$ 215 milhões. O parlamentar disse que é favorável ao valor aprovado na Comissão de Orçamento porque é a única maneira de se fazer campanha política atualmente, depois da proibição do financiamento privado. Segundo ele, no passado as campanhas eram feitas com quase R$ 8 bilhões, e o valor em discussão significaria uma economia.

— Sou favorável, vou defender, vou correr atrás de voto até porque, se isso não acontecer, como que a gente vai fazer o processo democraticamente nas eleições? — questionou Roberto, que também criticou “falso moralistas”: — Acho que você tem que assumir que é favorável ao financiamento de campanha porque não há outro meio de se fazer democraticamente esse processo.

Para o deputado José Nelto (Podemos-GO), a campanha do ano que vem poderia ser feita com R$ 1,7 bilhão. O deputado disse que a pressão popular vai ser muito grande e pode dificultar a aprovação da proposta. O Podemos pode receber cerca de R$ 108 milhões do fundo.

— A campanha de prefeito é uma campanha curta, não há necessidade dessa gastança. Tínhamos que fazer o contrário, arrumar fórmulas para diminuir mais ainda os gastos, R$ 1,7 bilhão tá bom demais — afirmou.

Disputa em 5 mil cidades

A resistência ao projeto tende a ser um pouco maior entre os senadores. O Podemos, que na Câmara é contra, tem a segunda maior bancada da Casa, com dez senadores, atrás apenas do MDB, que tem 13. Líder do MDB, Eduardo Braga (AM) disse ao GLOBO que ainda não conversou com os colegas de partido, mas afirmou que a forma de financiamento das campanhas precisa ser resolvida com a sociedade.

— Isso tem que ser um debate a ser decidido pelo povo brasileiro. Não é pra fazer campanha? Como é que vamos fazer? Temos que compreender o que a população quer. Não é uma questão de ser muito ou pouco, quem tem que definir é o povo brasileiro. Agora, como financia de verdade, sem sofisma, uma campanha em 5.600 municípios? — questionou.

Fonte: O Globo

Foto: Divulgação

Nem curto nem longo, na medido certa!

Não é a primeira vez que falamos sobre o comprimento midi por aqui, no inverno tratamos sobre quais seriam as saias e vestidos favoritos para