Controle de fronteiras é essencial para eliminar vacinação contra febre aftosa

De acordo com o dirigente, o impacto mais imediato com a assinatura da normativa que proíbe a imunização no Paraná é na venda de animais de genética. Tradicionalmente, o Rio Grande do Sul comercializa bovinos para outros Estados, logo se prevê uma retração na demanda. “Este é um problema bastante sério para os produtores rurais. Porém, existe receio de retirar a vacina para acompanhar este movimento e depois não ter controle adequado para que se mantenha a condição de zona livre sem vacinação”, explica.

Por outro lado, o dirigente destaca que, quando todo o país obtiver a certificação, o que não tem prazo definido, conquistará não apenas um status de zona sanitária melhor internacionalmente, mas também permitirá ao Brasil barganhar preço e ter volume de exportação de proteína animal para outras regiões do planeta.

No caso do Rio Grande do Sul, o diretor do Simvet/RS defende um sistema integrado entre as polícias rodoviárias estaduais e federais, inspetorias veterinárias e produtores rurais, a fim de fiscalizar eficazmente a zona de fronteira seca com Uruguai e Argentina. “É necessário montar um projeto que funcione para se fazerem as denúncias e para que se controlem as propriedades. A rastreabilidade da pecuária bovina poderia ser uma alternativa segura e eficaz, podendo colher lucros significativos a médio longo prazo”, sugere.

Os últimos focos no Estado foram registrados em 2001, em 22 municípios. Desde então, a vacinação vem sendo aplicada como forma de evitar novas ocorrências. “O RS deve evoluir seu status sanitário, por tudo que isso representa, mas não estou convencido de que estamos prontos neste momento”, pondera.

No Brasil, somente Santa Catarina detém a certificação, obtida há 12 anos. A partir do dia 1º de novembro se inicia no Estado nova etapa de imunização de bovinos e bubalinos em território gaúcho.

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