Seguindo o legado dos pais

 

A reportagem do Jornal A Plateia conversou durante a semana com três formandos do Curso de Policial Militar que são filhos de Brigadianos e decidiram seguir os passos dos pais

O sonho de todo o pai é ver seu filho seguir o caminho do bem e realizar os seus sonhos, muitos deixam escolhas importantes serem tomadas pelos filhos enquanto outros pais acabam direcionado essas escolhas. Mas nada melhor para um pai do que o filho escolher por conta própria seguir seus passos, seu exemplo, e principalmente a sua carreira. Pois, foi justamente o que fizeram três alunos do Curso de Formação de Policial Militar que ontem receberam o seu certificado.

Um deles é Yago de Melo Valadão, 23 anos, natural de Santana do Livramento, que decidiu seguir a profissão do pai por conta própria. “Eu sempre tive militares dentro da nossa família e um deles é o meu pai e eu admirava muito o seu trabalho. Gosto tanto dessa atividade que durante um tempo tive a oportunidade de trabalhar dentro do Quartel do Regimento onde praticamente me criei e foi quando conheci melhor essa instituição e a partir daí comecei a querer seguir essa carreira. Meu pai serviu 32 anos no 2º RPMon e está aposentado há 4 anos. Fico muito feliz porque consegui, inclusive, utilizar o mesmo nome dele como policial e vejo as pessoas comentando sobre ele, que foi um policial exemplar para todos e pretendo me espelhar nele. Se eu tivesse que definir essa profissão com uma palavra ela seria: orgulho. Durante o treinamento nós saímos às ruas e as pessoas vinham falar com a gente para demostrar seu apoio ao nosso trabalho. Isso não tem preço” disse.

Mesmo em tempo de um crescente aumento da criminalidade em nosso país, da violência e, principalmente, da morte de policiais durante sua atividade profissional, Marília da Costa Resende Amaro, 25 anos, decidiu encarar os desafios desta profissão de risco e seguir a carreira do pai. Ela conta que o incentivo veio de dentro de casa de uma maneira bastante natural. “Estou realizando o meu sonho e o dele também. Ele serviu 30 anos na Brigada. Hoje está na reserva. Espero nesta profissão executar todas as tarefas com êxito e servir de exemplo como policial feminina. Acredito que as palavras que mais definam essa profissão sejam: coragem e persistência”, conta.

Eduardo Klüsener, 26 anos, nasceu em Porto Alegre e veio morar em Livramento quando tinha apenas 3 meses de vida porque seu pai, Policial Militar, foi transferido para a fronteira. “Para mim é um grande orgulho poder realizar esse curso aqui no Regimento onde meu pai trabalhou por tanto tempo. Hoje, ele está na reserva. Além de seguir a profissão dele, tem a questão da ascendência na carreira também que nos permite crescer futuramente. Para mim é um grande orgulho vestir essa farda porque me criei olhando para ela em casa e ela representa muito mais do que apenas servir a sociedade. A gente faz o juramento de servir com a nossa própria vida em prol do bem comum. Se eu não tivesse passado neste concurso da Brigada Militar, tentaria em outra área do serviço militar o do Direito. 

Sobre o curso

O curso básico de formação policial-militar, instituído como atividade de formação para ingresso na carreira de nível médio da Brigada Militar, em consonância com a matriz curricular nacional, tem o objetivo de preparar os recursos humanos para o exercício das atividades de polícia ostensiva.

O curso teve início em 12 de novembro de 2018 e cumpriu um planejamento de 1680 horas-aulas, englobando conhecimentos específicos da atividade policial-militar, disciplinas de Direito Penal, Direito Penal Militar, Processo Penal Militar, Sociologia da Violência, Uso da força e da arma de fogo, Decisão de tiro, Defesa Pessoal, Medicina Legal, Policiamento Ostensivo, entre outras.

Além disso, os formandos, nos meses de junho e julho, realizaram o estágio operacional e supervisionado, atuando em apoio aos comandos de policiamento da Capital e Metropolitano, aos comandos regionais de polícia ostensiva do Centro Sul e Vale do Rio dos Sinos, além do comando rodoviário da Brigada Militar, compondo efetivos da Copa América de Futebol e outros eventos especiais que ocorreram no período.

A partir de agora, os novos soldados passarão a integrar as diversas unidades da corporação, representando um incremento de recursos humanos mais qualificados e conscientes da responsabilidade de prestarem um serviço cada vez melhor à sociedade gaúcha.

Ressaltamos que os formandos, durante o estágio operacional realizado nas ruas de Santana do Livramento e da região da Fronteira Oeste, quando colaboraram com a segurança pública concomitantemente com seus estudos, já deram mostra de suas capacidades profissionais e foram elogiados por suas atuações nestas relevantes missões, permitindo-nos antever que prestarão relevantes serviços à comunidade sul-rio-grandense.

Grupo Aplateia