Secretário Geral de Governo questiona por que a Coperforte não se instala na Serra

Enrique Civeira teria feito a sugestão durante uma reunião quando produtores cobraram melhores condições das estradas

Os diretores da Cooperativa dos Assentados da Fronteira Oeste (Coperforte) estão no meio de uma polêmica: nesta semana, durante uma reunião com o prefeito Ico Charopen (PDT) e o secretário Geral de Governo, Enrique Civeira (PDT), solicitaram providências para as estradas rurais que há um bom tempo estão,
segundo a Coperforte, em péssimas condições de trafegabilidade. O encontro foi marcado por uma troca de farpas entre a tesoureira da Cooperativa, Rosi de Lima Costa, e o secretário Civeira. “Saímos tristes da reunião, parece que não temos importância no Município. Tivemos audiência onde colocamos a atual situação na mesa, quando citamos que necessitávamos melhorias na qualidade das estradas rurais, até fizemos uma comparação com estrada dos municípios da serra gaúcha e recebemos a resposta do secretário Enrique Civeira de que nós fôssemos produzir lá na serra”, relatou. Nascida em 2002, a Coperforte movimentou, no ano passado, cerca de R$ 14 milhões e atualmente produz cerca de 500 mil litros de leite por mês. Rosi ainda destaca que após conversa com o prefeito, os cooperados saíram desmotivados do Palácio Moysés Viana. “Nós somos cidadãos de Livramento, o valor que a Coperforte movimenta retorna para o Município. Temos muitas famílias de assentamentos, nossos caminhões percorrem quase todos os dias as estradas rurais e, às vezes, nossos motoristas acabam ligando para o escritório informando que têm trechos que não conseguem passar. O leite é perecível, acaba estragando se não formos nos assentamentos, a dificuldade da estrada acaba tornando praticamente impossível ir até os locais de coleta e. infelizmente, não podemos arrumar as estradas com nossas próprias mãos”, afirmou. Procurado, pela Reportagem, o secretário Geral de Governo também deu a sua versão do encontro. “Nós estamos há mais de noventa dias nos assentamentos, quer dizer que não é por falta de vontade do Executivo Municipal em fazer o trabalho. Nós estamos com problemas de um grande volume de chuva no município e uma grande falta de material para arrumar as estradas. O que veio na conversa foi que a senhora Rosi, junto com alguns outros, disse que na serra era bem melhor e muito mais rápido e que as más condições das nossas estradas estariam atrasando (o escoamento do leite). Nós não podemos comparar a nossa economia com a economia da serra. Eu falei para ela que nós não podemos comparar e não entendia o porquê que a Coperforte não estaria se instalando na serra, porque para falar mal de Livramento, tem muita gente”, afirmou. Sobre a declaração de Rosi, Civeira acrescentou: “É um pronunciamento muito infeliz dela, equivocado, porque nós estamos sempre prestes a trabalhar no interior do Município. No Governo do PT, eles vinham até a prefeitura e o Glauber não os recebia. Talvez eles não estejam acostumados com essa cordialidade”. Civeira destacou ainda que, recentemente houve uma proposta por parte do Executivo para uma contratualização, na qual fica implícita uma contrapartida da Coperforte. “Inclusive foi oferecido pelo Departamento de Estradas Rurais uma patrola, um rolo, um caminhão e eles não querem. Não demonstraram nenhum interesse em contratualizar. Então, é muito fácil criticar e reclamar, mas na hora de colocar a mão na massa eles não querem, eles querem tudo de mão beijada. Cada um tem que dar um pouquinho para as coisas funcionarem”.

 

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