Cadê o muro?

Destruído, parcialmente, após um temporal em 2016, a construção do muro da Escola Liberato Salzano Vieira da Cunha ainda é incerta

Populares que transitam pelas calçadas da avenida Daltro Filho cruzam por uma cena de abandono. Ao se aproximarem do muro que limita a área da Escola Estadual Liberato Salzano Vieira da Cunha, percebem uma cena de abandono. O problema começou em 2016 quando um forte temporal caiu sobre o solo santanense e fez com que parte do muro da escola desabasse. Em medida emergencial, a Secretaria de Obras do Estado realizou uma licitação onde o vencedor iria proteger a área com tapumes e após iniciaria a construção do novo muro.

O valor total da obra emergencial foi de R$ 20 mil, e levou apenas quatro dias para ser colocado os tapumes. Após isso, o grupo de funcionários e maquinário que realizou a obra voltou para sua cidade de origem e o problema iniciou de fato, com a empresa rompendo o contrato e abandonando a obra.

Passado quase três anos, desde a ação paliativa, os tapumes foram destruídos, os que ainda restam estão podres, a área é facilmente invadida por vândalos e criminosos. Segundo a diretora da escola, Dirce Castro, após a invasão, alguns vândalos realizaram pichações, quebraram vidraças e até mesmo danos no registro de água que abastece a Instituição de Ensino. Enquanto a solução final ainda não é apresentada, a direção da escola aguarda confiante: “A insegurança que a falta deste muro proporciona na escola é gigantesca, nossa escola abriga uma grande quantidade de alunos, este muro protege a parte externa do complexo onde está localizado o campo de futebol que é utilizado em dezenas de atividades físicas nas aulas de educação física, o perigo é constante. Além disso, o terreno da escola está sendo utilizado por alguns populares como depósito de lixo, como a colocação de até mesmo uma máquina de lavar”, contou.

Dirce ainda complementa que a visão que a sociedade possui da escola fica manchada: “Infelizmente passamos uma imagem negativa da escola com estes tapumes, parecendo que a Direção não se importa com a escola e nós não temos nada a fazer, não é nossa responsabilidade a construção, se fosse o muro já estaria pronto. Além da invasão tivemos problemas com nossas bombas de água, com o fechamento do registro geral, os motores acabaram forçando e tivemos de chamar a assistência, isso gerou um custo que a escola poderia investir em outra finalidade”, encerrou.

“R$ 60 mil para 95 metros de muro”

O valor assusta, o coordenador da 19ª Secretária de Obras do Estado, José Pedro Duarte Chuy, esclareceu alguns pontos sobre o que falta para a conclusão desta obra: “É uma obra antiga, aproveitamos a presença do Secretário de Educação Faisal Karam que esteve em Livramento, algumas semanas atrá, e entregamos em mãos esta solicitação, esperamos que essa medida acelere o processo. A empresa na hora da assinatura contratual solicitou um aditivo de 25%, após consulta foi negado essa proposta de aditivo e por isso a empresa não assinou o contrato e começou este impasse. Após a recusa do vencedor da licitação, as duas empresas subsequentes estavam desqualificadas dentro do Estado do Rio Grande do Sul, a quarta colocada declinou do convite devido ao longo período após a licitação. Entregamos uma documentação ao Secretário da Educação, em mãos, e nós temos esperança de que essa obra se conclua em até 60 dias. A obra está orçada em aproximadamente R$ 60 mil, este valor é maior do que a licitação original que estava orçada em menos de R$ 50 mil. O tapume foi colocado por medida de emergência e, infelizmente, já passou o tempo”, contou.

São cerca de 100 metros de muro que deverá ser construído pela empresa vencedora, enquanto isso, os moradores e populares do seu entorno ainda terão de conviver com os tapumes e vãos que ficam escuros à noite e podem trazer riscos aos pedestres que circulam na localidade.

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