Conheça Moana, a substituta do primeiro cão guarda-vidas do Brasil

A cada três ou quatro horas, filhote passa por treinamento-brincadeira para atuar em salvamentos. Ela entra no lugar de Ice, no Corpo de Bombeiros de Itajaí

Moana, uma labradora de apenas 53 dias, chegou a Itajaí (SC) no fim de semana com uma missão: dará continuidade ao trabalho de Ice, o cão do 7º Batalhão do Corpo de Bombeiros que foi aposentado no ano passado, aos 7 anos de idade.

Treinada pelo soldado Thiago Amorim, Moana é fruto de uma parceria inédita. Pela primeira vez, o Corpo de Bombeiros de Santa Catarina contou com o auxílio de uma especialista em comportamento canino para a escolha do filhote. A zootecnista Sara Favinha, que atua desde 2005 na seleção de cães — especialmente para serviço — atuou em parceria com o sargento Evandro Amorim, pai do soldado Thiago e treinador de Ice, na escolha de Moana.

A filhote veio de um canil em Santo Antônio de Posse, no interior de São Paulo. Toda a ninhada foi cuidadosamente avaliada durante três dias, para que o cão escolhido tivesse as características necessárias a um animal de busca, como o interesse pelas brincadeiras e a capacidade de concentração e foco.

Recém chegada, Moana já está em treinamento com o soldado Amorim. Ainda que, para ela, tudo não passe de uma grande brincadeira.

— A cada três ou quatro horas ela passa por um treinamento-brincadeira. Isso é para que ela goste da atividade, para que crie vínculos. Apresento (a função) como uma brincadeira de que ela vai gostar — explica o soldado.

A expectativa é de que esta fase de treinos dure cerca de 18 meses, período em que os cães passam por uma certificação nacional e internacional. Só então estão aptos para trabalhar. Embora Moana deva ocupar a vaga de Ice, que além de cão de busca e salvamento foi o primeiro cão guarda-vidas do Brasil, a função dela deve se concentrar nas buscas.

Parceria com o veterano

Desde a experiência com Ice, que era um cão multifuncional, o Corpo de Bombeiros de Santa Catarina determinou treinar cães para tarefas específicas. Alguns são aptos para buscas, outros para terapia, e outros serão treinados especificamente para atuar nas praias.

— Ice atuou (na tragédia) em Mariana (MG), foi o primeiro cão guarda-vidas do Brasil. Isso fez com que ficasse bastante conhecido. Ele é um cão fora de série. Moana não vai substituí-lo, porque ele é insubstituível. Ela vai dar continuidade ao trabalho dele — explicar Amorim.

Proximidade não vai faltar. Como os treinamentos dos cães são feitos por pai e filho no Corpo de Bombeiros de Itajaí, Moana está morando na mesma casa de Ice. O veterano, que coleciona medalhas e honrarias, tem demonstrado uma nova habilidade: tem uma boa dose de paciência com filhotes.

Fonte GauchaZH

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