Santa Casa: sem dinheiro novo, trabalhadores aguardam que promessas sejam cumpridas

Na próxima semana, os salários devem ser colocados em dia no único Hospital SUS de Livrameno

Depois de três semanas do início da nova administração do Hospital Santa Casa de Misericórdia de Sant’Ana do Livramento, o Sindicato dos Trabalhadores de Estabelecimentos de Saúde (SindiSaúde) ainda aguarda o cumprimento de metas do Instituto Salva Saúde para poder fazer uma avaliação da gestão hospitalar. Para o presidente do SindiSaúde, Silvio Madruga, a parte fundamental são os salários em dia. “Ainda não estão em dia, mas estamos esperando um tempo. Até agora nós recebemos o complemento da folha de abril com o dinheiro do governo, nada de verba do Instituto”, contou destacando que os trabalhadores estão aguardando que, a partir do mês de julho seja pago um vale alimentação do mês e o retroativo do mês de janeiro, para que sejam quitados os atrasos. Sobre algumas demissões que já aconteceram na instituição, o presi
dente do Sindicato lembrou que é uma prerrogativa da empresa. “Claro que a coisa não funciona como a gente quer. É prerrogativa de qualquer empresa demitir o trabalhador em uma redução de custo, dimensionamento de pessoal, mas a prerrogativa da legalidade é que nenhum trabalhador da Santa Casa vai ser demitido seus sem o seu Fundo de Garantia depositado e suas verbas rescisórias feitas aqui no Sindicato”, disse garantindo que as prerrogativas não serão descumpridas. O diretor-presidente do Instituto Salva Saúde e atual gestor da Santa Casa, Jan Christoph Lima da Silva, confirmou que o recurso novo seria da esfera pública e que, de fato, não entrou. “Os recursos são os mesmos do SUS. Já investimentos privados, sim. Investimos 500 mil reais para pagar a metade da folha de abril, vales alimentação de 2018, atra
Santa sados com farmacêuticas (as distribuidoras já não forneciam mais medicamentos se não houvesse pagamento antecipado, então investimos do nosso capital para isto), atrasados com laboratórios, bem como em pagamento de pessoal novo”, explicou. Jan lembrou as suas metas: “como havia falado, em um mês nós quitaríamos os atrasados, ou seja,
ainda tenho uma semana para fazê-lo: pagar a folha de maio (lembrando que há 2 semanas pagamos a de abril). E na primeira quinzena de julho passaremos a manter a folha
em dia. Fora isso, estamos aguardando o contrato de créditos para começarmos a quitação dos 40 milhões de débitos fiscais e de fundo”.

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