Goleada, Everton em desvantagem e alívio de Arthur: o último teste da Seleção antes da Copa América

Sem Neymar, comandados de Tite golearam Honduras por 7 a 0 no Beira-Rio

Se alguém esperava ver uma Seleção Brasileira em crise técnica sem Neymar, viu exatamente o contrário. É bem verdade que Honduras não esteve à altura do confronto e, com um jogador a menos desde o primeiro tempo, foi presa fácil no Beira-Rio. No final das contas, a goleada de 7 a 0 foi um último ensaio para que o técnico Tite afinasse a equipe para o que realmente interessa: a Copa América. E, pela pista dada pelo treinador, David Neres, escolhido para iniciar como titular neste domingo (9), larga em vantagem sobre Everton, do Grêmio.

— O David fez um grande jogo. Quando ele botou na frente, no gol dele, eu disse: “Não busca mais”. Ele flutua e está em um nível de confiança muito bom. Aí já estou indicando por onde vai — disse Tite.

Os dois últimos amistosos serviram como testes para os dois concorrentes. Contra o Catar, quando Neymar sofreu a entorse no tornozelo que viria a culimar com seu corte, Everton foi o escolhido. Diante dos hondurenhos, ele ingressou na segunda etapa, na vaga de Philippe Coutinho. Na sua entrada, ouviu-se um misto de vaias e aplausos, de colorados e gremistas, respectivamente.

— Eu sabia que isso ia acontecer, porque aqui no Sul tem uma rivalidade muito grande. Mas foi algo que deu para tirar de letra — disse Everton, para logo depois avaliar sua atuação — Hoje (domingo) fui melhor, estava mais solto. Talvez, no jogo de Brasília (contra o Catar), tive um pouco mais de receio. Mas no dia-a-dia tenho me adaptado ao estilo de jogo que é um pouco diferente, mais intenso — reconheceu.

Se Everton terá de esperar por uma nova chance, outro atleta revelado no Grêmio está mais do que garantido na equipe: Arthur, hoje atleta do Barcelona. Nem mesmo as dores no joelho direito, que lhe tiraram de campo ainda no primeiro tempo, parecem ameaçar sua presença na estreia contra a Bolívia, na próxima sexta-feira.

— O Arthur está bem. Conversei com ele, sem falar com o doutor (Rodrigo Lasmar), e ele me disse que foi só uma pancada. Li no semblante dele quando dei um abraço no vestiário. Até nem tinha visto, achei que era só para cartão amarelo, mas o pessoal me disse que no vídeo deu para ver que foi uma pancada mais forte – revelou Tite, comentando o lance que gerou a expulsão de Quioto, deixando Honduras com um jogador a menos.

A Seleção Brasileira viajou ainda na noite deste domingo rumo a São Paulo, onde ficará treinando pelos próximos dias até entrar em campo mais uma vez, no Morumbi. Um retorno a Porto Alegre só acontecerá nas quartas de final, caso o time classifique como líder do Grupo A. Ou, na pior das hipóteses, pela semifinal, se terminar em terceiro lugar na sua chave. Enfim, para ser campeão continental, o Brasil não deve encarar tantas facilidades como as encontradas diante de Honduras.

— Uma equipe campeã se constrói durante a competição. Todos os grandes títulos foram assim. Mas ela é a cada passo, a cada jogo, onde tu progrides e te desafia a melhorar. Hoje não dá para contar o número de finalizações, mas dá para exigir precisão — refletiu o comandante da Seleção.

Fonte GauchaZH

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