Alunos da Unipampa e IFSul vão às ruas contra o bloqueio de recursos

Depois do anúncio do Governo Federal na semana passada informando sobre o contingenciamento de verbas de todas as universidades federais do país, iniciou um movimento em todo o Brasil. Em Sant’Ana do Livramento não é diferente: neste sábado (11) aconteceu uma manifestação com organizada pelos alunos da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) e Instituto Federal Sul-Riograndense (IFSul).

Com saída da praça General Osório, a manifestação seguiu pela rua Rivadávia Correa até a esquina democrática. Com cartazes e palavras de ordem, os alunos fizeram seu protesto e demonstraram sua insatisfação contra as medidas.

Em uma nota, na semana passada, o Ministério da Educação ( MEC ) informou sobre o bloqueio no orçamento: “foi operacional, técnico e isonômico para todas as universidades e institutos”. Em função da restrição imposta pelo governo, o bloqueio inicial é de 30% para todas as instituições, atingindo R$ 2,5 bilhões.

Durante a semana

Nesta semana, o Jornal A Plateia ouviu os diretores das instituições de Livramento. Para o diretor do IFSul de Livramento, Celso Gonçalves, os campus são de suma importância para os Municípios que economicamente não são tão abastados. “Nós trabalhamos com o ensino técnico, quando nós temos uma condição como esta, parte de um planejamento muito bem executado e realizado. Com esse contingenciamento há uma quebra neste planejamento, pois o orçamento já foi realizado no final do ano passado. Nós corremos o risco de contingenciar agora e acarretar no ensino dos nossos alunos”, disse o diretor.

O diretor da Unipampa em Livramento, Rafael Schmit, também destacou o impacto positivo que a Universidade tem na região. “Nessa região como um todo nós, da universidade, desafiamos qualquer uma a comprovar que exista investimento mal aplicado ou qualquer desinformação ou propagação do comunismo, ou até mesmo má conduta dos nossos estudantes”, argumentou e fez um questionamento: “o investimento em educação é uma prioridade ou não para o Estado ou para a sociedade?”.

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