Animais pintados de rosa causam polêmica na 37º Campereada Internacional de Livramento

A utilização de animais pintados de rosa em uma prova de laço envolvendo mulheres é a nova polêmica na fronteira. Uma égua e um boi foramcoloridos no que seria uma homenagem das prendas ao “laço perfumado”. Sérgio Munhoz, coordenador do rodeio da 37º Campereada Internacional de Livramento, disse que o objetivo da iniciativa, organizada por uma médica veterinária, não foi agredir ninguém, pelo contrário.
Em entrevista ao Repórter Farroupilha, Giovani Grizotti, o diretor do Sindicato dos Médicos Veterinários do Estado (Simvet), João Júnior, disse que apesar da intenção positiva da homenagem, o que precisa ser avaliado é qual produto foi utilizado para pintar esses animais. “Sabemos que existe tingimento específico para cães, onde diminui a possibilidade de reações alérgicas. Se foi utilizada tinta comum, essa não deverá ser uma prática realizada,pois, pode causar diversas reações aos animais” diz Júnior.
Em nota, a proprietária do animal e veterinária Caroline Menezes disse que a tinta não oferece riscos aos animais. “Eu sou médica veterinária e especialista em cavalos, nada demonstra que os animais estão sendo maltratados, um cavalo sabe bem a força que tem e sabe muito bem se defender. Se ele estivesse com dor ou com “alergia” como estão falando o animal estaria se debatendo, tentando se deitar e apresentando alguma reação, foi usado corante comestível de bolo e água. Alguém já viu isso dar alergia?É um alimento que ingerido não causa nenhum dano ao esôfago e ao estômago de criança, será que vai causar alguma alergia ou dano ao pelo de um animal que fica exposto a sol, chuva, frio? E outro detalhe, ele nem chega à pele, fica só no pelo. No fim da prova a égua já estava quase toda branca, o corante já estava até saindo. Aqui não teve nenhum problema e nada de errado, só trocamos a cor para fazer um diferencial, para homenagear todas as mulheres que saem de casa, da suas cidades e estão começando a laçar e que lhes sirva de incentivo, em nenhum momento eu ouvi o público lá presente vaiar, pelo contrário, a arquibancada aplaudiu de pé”, contra-argumentou a veterinária.
Apesar de explicado, o fato correu as redes sociais e causou polêmica em todo o Rio Grande do Sul, colocando o nome de Sant’Ana do Livramento em mais uma discussão tradicionalista, como o CTG queimado por sediar casamento gay, e proibição de chimarrão em postos de saúde.

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