Concorrência de produtos de “fora” gera incertezas em fruticultores do município   

Foto: Marcelo Pinto

Granja Robledo Braz se destaca na produção de pêssegos há mais de 80 anos, mas segundo os produtores as empresas locais deveriam valorizar mais os produtos da terra

Fruta de clima temperado, o pêssego tem seu cultivo concentrado na região Sul do Brasil. Porém, graças às pesquisas realizadas nos últimos 50 anos, foram conquistadas melhorias genéticas agora desfrutadas por diversos agricultores de pessegueiros em locais com temperaturas mais elevadas.

Vindo da China, o pêssego encontrou nos estados do Sul e Sudeste brasileiro o clima ameno propício para o seu desenvolvimento. Os gaúchos são os principais produtores, com metade do volume colhido no Brasil. O restante dos pomares é encontrado em Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais, o que estende o período de oferta de setembro, em terras paulistas, até fevereiro no Rio Grande do Sul.

Foto: Marcelo Pinto/AP

Em Santana do Livramento a Família Braz se dedica a produção da fruta há mais de 80 anos abastecendo o mercado local com o produto que é cultivado nos campos da fronteira. A Granja Robledo Braz, possui hoje cerca de 13 hectares plantados de pessegueiros que possuem uma capacidade de produzir de 15 a 20 mil quilos da fruta. Apesar da longa história produzindo pêssegos, o mercado da comercialização está cada vez mais escasso para o pequeno produtor, como explica Regis Braz. “Hoje nós estamos abastecendo basicamente o mercado local, tem uma rede de supermercados que é nosso cliente. Mas o mercado da fruta em geral está muito parado. Talvez seja porque entre muita fruta de fora ou a questão do clima também que não ajudou muito este ano. Para se ter uma ideia nós estamos pensando até em diminuir a nossa área plantada. Uma pela mão de obra porque somos apenas 3 pessoas produzindo e outra falta de mercado. Está bem difícil seguir produzindo desse jeito” desabafou o produtor.

Com um grande número de variedades, a florescência do pessegueiro ocorre de acordo com a variedade e a região onde está plantada. Mas, em geral, de junho a setembro são os melhores meses, quando o frio é mais intenso. Os solos profundos, permeáveis e bem-drenados são os mais indicados e dão frutos de melhor qualidade.

O que se espera daqui para a frente segundo seu Neri é que a situação melhore para os produtores em geral e que os empresários locais apostem mais em nossas potencialidades. “Temos um bom produto para entregar, mas precisamos de mais abertura no mercado no mercado local”.

Foto: Marcelo Pinto/AP

Texto Matias Moura – Fotos Marcelo Pinto

 

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