“Uma cidade limpa e sem buracos”: a promessa que nunca se concretizou

Um ano depois do discurso proferido pelo prefeito Ico Charopen, a cidade ainda pede socorro para a situação vivida nas ruas, a usina de asfalto ainda está parada

Assim como no governo Glauber quando, em caso de reeleição, as promessas de uma cidade sem buracos eram uma constante, o prefeito Ico Cheropen (PDT) continuou a manter a expectativa da população.
Mesmo um ano após a primeira rua asfaltada com material da usina de Livramento, em julho de 2016, o prefeito Ico voltou a fazer promessas. Em uma entrevista de avaliação do primeiro semestre do Governo, o mandatário afirmou que no fim de 2017 os santanenses teriam “uma cidade limpa e sem buracos”. A promessa não saiu do papel, mas o discurso é lembrado pelos santanenses.
Segundo as explicações apontadas pelo secretário de Obras, ainda no início do ano, durante o 2017, algumas expectativas de receita não se concretizaram e fizeram com que a Prefeitura demorasse a publicar o edital de licitação e, quando isso aconteceu, nenhuma empresa se interessou pelo valor estipulado, o motivo: o anúncio da Petrobras informando que os reajustes do petróleo (utilizado na produção de insumos) poderia ser reajustado todos os meses.

A primeira rua asfaltada com problemas

A primeira rua asfaltada pela usina de asfalto em Livramento, a José Fernandes Mendes, tem alguns resultados negativos do trabalho realizad. A rua situada na localidade conhecida como Cerro do Armour, teve os problemas de mobilidade urbana resolvido: a poeira foi substituída por asfalto, contudo a qualidade do asfalto produzido naquela época causam problemas de infraestrutura até hoje pelos moradores. “Tem dias que a temperatura está um pouco acima do normal e o asfalto derrete, parece até manteiga”, disse um morador.
A rua José Fernandes Mendes é a principal via de cesso ao Cerro do Armour.

Em 12 dias a usina de asfalto voltará a funcionar em Livramento

O secretário de Obras afirmou que a previsão é de 20 de setembro o projeto de pavimentação asfáltica em Livramento saia do papel. Conforme a reportagem a expectativa é grande e, segundo Ricardo, existe um estudo com as informações de infraestrutura da cidade. “A gente fez uma investigação em quase todas as ruas da cidade, mapeamos. Até para ter um percentual, um número para que pudéssemos trabalhar e a cidade, de fato, está bastante comprometida. Teria que se tirar boa parte desse pavimento para se fazer um novo, mas não se tem e não vai se ter recurso tão cedo para fazer isso”, explicou ele.
Dutra complementou apresentando números. “Do total de vias pavimentadas, nós temos 50% comprometidas. É uma conta grosseira, precisaríamos de 30 milhões de serviço de pavimentação. A velocidade do serviço é a velocidade da quantidade de dinheiro. É uma estimativa que eu fiz para que a gente pudesse ter alguma capacidade de projetos”, contou.
O secretário lembrou também sobre a capacidade de endividamento do Município a partir das negativas conquistadas nos últimos meses, tendo possibilidade de endividamento em torno de R$40 milhões.
Quando questionado sobre o que é gasto hoje nas operações tapa-buracos e a possibilidade de se gastar os recursos em uma operação que durasse mais, Ricardo foi enfático ao dizer que “depende da quantidade de dinheiro que se tem”. “Se tinha pouco recurso para essa situação e não seria o suficiente para resolver todos os casos e se gastaria todo o dinheiro. Então, se opta por dar uma manutenção, não ideal, mas suficiente para não ficar um horror, mas se ter uma condição para que, quando se tiver recursos financeiros, a base do pavimento não esteja de tão baixa qualidade”, finalizou.
A expectativa, a partir de agora, é que com o maquinário começando a produzir em Livramento, os trabalhadores da Secretaria de Obras possam dar andamento a 03 ou 04 meses de manutenção nas ruas do Município.

A rua José Fernandes Mendes foi a primeira a receber o asfalto (Foto: Arquivo/AP)
A promessa foi feita pelo prefeito Ico Charopen (Foto: Marcelo Pinto/AP)
Nesta semana já foi possível constatar um pouco de brita junto a usina de asfalto, em Livramento (Foto: Matias Moura/AP)

Por: Rodrigo Rvaldt – rodrigo@jornalaplateia.com

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