Em tempos de Copa do mundo, precisamos entrar em campo

Em tempos de Copa do Mundo, quando depositamos grandes esperanças na seleção brasileira, publiquei um vídeo nas redes sociais questionando esta campanha que tenho visto em favor de votos brancos e nulos como forma de protesto.
Passamos os últimos dois anos viajando pelo Rio Grande num trabalho voluntário para que a classe produtiva, tanto trabalhadores quanto empreendedores, despertasse para a necessidade de maior engajamento, para que percebêssemos que a maior crise da história do país é fruto da omissão das pessoas de bem que passaram a cuidar exclusivamente do próprio trabalho, terceirizando o interesse público.
Uns poucos abnegados, idealistas, permaneceram voluntariamente tentando fazer a diferença nas entidades sem fins lucrativos, em associações, Lions, Rotarys, hospitais filantrópicos, abrigos de crianças … mas deixamos a política, que decide o destino das nossas vidas, nas mãos de partidos comandados por políticos de carreira, por gente que vive da política porque não exerce outra profissão, que não tem um negócio para tocar quando perde uma eleição, gente que aumenta os impostos para ter mais cargos de confiança, mais gente trabalhando na campanha.
Fiquei impressionado com a revolta dos comentários ao vídeo, pessoas convictas de que estariam protestando, agredindo a classe política se não votassem, como se o voto nulo e branco não estivesse favorecendo justamente o político de carreira que já está lá, que já comprou apoio político com milhões de reais do fundo partidário, do nosso dinheiro.
Num dos comentários alguém argumentou que era dono da própria escolha e votaria nulo. Sim, somos donos da nossa escolha no dia da eleição, porque em todos os outros dias dos próximos 4 anos serão eles os donos, para aumentar o imposto do combustível, da conta de luz, trancar nossos alvarás, impedir nossas licenças, acabar com nossos empregos… Nossa esperança não pode estar apenas nós pés de alguns atletas, não teremos mudanças que não sejam pela participação de pessoas de bem, precisamos entrar em campo.
*Rodrigo Fernandes de Sousa Costa
Vice-presidente de Integração da Federasul

Por: redacao@jornalaplateia.com

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