Caminhoneiros não aceitam proposta de Temer e continuam paralisação na Faxina

Segundo representantes da categoria, essa luta não é só deles. Cada cidadão tem que fazer sua parte e protestar por um país melhor

 

Em nova tentativa de pôr fim à greve de caminhoneiros, Temer anunciou na noite de ontem (27) a redução de R$ 0,46 no litro do diesel por 60 dias.  A Medida foi anunciada após nova reunião em Brasília com representantes do movimento. Temer anunciou ainda isenção de pedágio eixos suspensos em entradas federais e estaduais.

Na manhã desta segunda-feira (28), representantes dos caminhoneiros e dos agricultores de Santana do Livramento, estiveram no estúdio da RCC para uma entrevista sobre a temática da greve dos caminhoneiros.

A categoria não aceitou a última proposta do Presidente e a paralisação continua no trevo da Faxina. Os manifestantes continuam de forma pacífica e estão liberando veículos de saúde e cargas vivas.

Agricultores também estão sendo prejudicados e a pauta é a mesma dos caminhoneiros. “Não aguentamos mais os tributos que estamos pagando, a agricultura está passando por uma dificuldade muito grande”, diz o representante da classe.

De acordo com Fabricio, a proposta de redução de 46 centavos não chega na bomba para o consumidor. Chegam apenas 29 centavos.

Manifestantes dizem que essa luta é uma batalha que começou pelos caminhoneiros e agora está em cada cidadão. “A população tem que sair e mudar o país. Vamos sair da nossa área de conforto, a partir desse momento todos nós somos caminhoneiros. Uma luta justa pela segurança, saúde, educação, segurança, enfim”, diz Fabricio.

Os representantes salientaram que a proposta ideal para terminar a paralisação não é apenas baixar o valor do diesel e da gasolina, mas aguardam o presidente se manifestar de onde vai sair o dinheiro para mudar a saúde e educação do país.

Texto: Lauren Trindade / Laurentrindade@jornalaplateia.com

Fotos: Júlio Neves/AP.

Foto: Júlio Neves/AP.

 

 

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